sexta-feira, 10 de agosto de 2018
DRT
Ator, dublador, diretor, escritor, tradutor, roteirista, palestrante, apresentador e o que aparecer!
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
CAN YOU GET NO SATISFACTION?
Todo
mundo tem ideais. É bonito pensar em ideais coletivos, mas sabemos que isso é
improvável. Ideais coletivos são apenas imposição do que um grupo acredita ser
o ideal.
Mas
o que é o ideal pra mim pode não ser o ideal de outra pessoa. E o ideal do
outro não é menor, mais feio, mais sujo, mais baixo do que o meu só por ser
diferente.
Em
qualquer batalha nunca há só dois lados. Os lados são múltiplos. E vou
considerar qualquer lado que não seja o meu como oposto.
Quando
a batalha termina pode-se pensar que um lado ganhou. Que seja! Venceu não
necessariamente a melhor ideia, já que cada um acha que a melhor ideia é a sua.
Mas uma ideia venceu, um pensamento prevaleceu. Que se estabeleça uma trégua!
De
nada adianta amigos ou simples colegas ficarem com acusações, intrigas,
comentários sobre quem fez ou não fez isso e aquilo, quem devia e quem não
devia, suposições, suspeitas, como deveria ter sido ou o que não deveria ter
sido, gente acusando, gente rebatendo, gente se explicando...
Gente...
acabou!
Nada
dessas vingancinhas, maledicências ou adaptações light dos antigos
“justiçamentos” vai servir pra alguma coisa.
Nada
muda o ontem e nada garante o amanhã.
O
hoje está definido. Vamos viver isso, dia-a-dia.
Todos
temos mágoas, raivas, coisas a cobrar, desmandos a acusar. Mas com isso só
vamos conseguir manter o clima de pressão no qual pensamos que iríamos por um
fim ao escolhermos um ideal pra acatar.
Quem
se dá bem não ficando satisfeito nunca é banda de rock. Mesmo assim, só uma!
Voltemos
à vida normal. Cada um cuidando da sua, que, afinal, é o máximo que qualquer
ser humano realmente consegue fazer.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2018
COLECIONADORES DE DUBLAGENS II
Ator, dublador, diretor, escritor, tradutor, roteirista, palestrante, apresentador e o que aparecer!
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
FORA DO BRASIL
Ator, dublador, diretor, escritor, tradutor, roteirista, palestrante, apresentador e o que aparecer!
GENTE BOA!
“Eu
desisto! Não existe essa manhã que eu perseguia. Um lugar que me dê trégua ou
me sorria. Uma gente que não viva só pra si. Só encontro gente amarga
mergulhada no passado procurando repartir seu mundo errado nesta vida sem amor
que eu aprendi”.
Taiguara
lançou essa música em 1974. Há 44 anos. E a toda hora a vida faz com que me
lembre dela.
De
tempos em tempos parece que o mundo em volta de mim enlouquece. Gente acusando,
gente reclamando, gente difamando, gente se aproveitando pra destruir
desafetos, gente fazendo promessas, gente fazendo ameaças, julgando,
condenando.
Gente
interferindo com a vida de muita gente
pra manter uma posição equivocada, às vezes não merecida. Em toda parte!
Parece um comportamento transmitido por algum tipo de mosquito que se reproduz
de tempos em tempos, uma endemia.
Enfim,
talvez não exista mesmo essa manhã que eu perseguia...
Mas...
não! Eu não desisto!
Minha
gente não merece desistências. Minha gente merece fé. E eu tenho fé. Ainda
acredito que minha gente, na verdade, é boa gente.
Gente
boa.
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domingo, 5 de agosto de 2018
TRADUTTORE TRADITORE
Ator, dublador, diretor, escritor, tradutor, roteirista, palestrante, apresentador e o que aparecer!
domingo, 1 de abril de 2018
PÁSCOA
Festa cristã.
Não sou lá muito cristão, embora, sendo brasileiro, tenha uma formação
compulsória mais ou menos baseada no cristianismo. Por aqui, todos sabemos, até
ateu diz “Graças a Deus”, curte um presente de Natal e adora um ovinho de
chocolate na Páscoa. Sem contar o fato de que ninguém se queixa dos feriados
prolongados que o laicismo de mentirinha proporciona a todos nós.
Mas mesmo sem
ser um praticante, culturalmente sei de datas, fatos, histórias, lendas. E me pego pensando em coisas ligadas a tudo isso durante o tríduo
Endoenças-Aleluia-Páscoa.
Época de
renovação. Época de revitalização, palavra com significado óbvio de reviver,
ressuscitar, fazer voltar a vida perdida e voltar à vida quem a perdeu.
Simbólico, claro. Ninguém vai sair por aí levantando mortos e criando um
apocalipse zumbi. Mas é possível revitalizar tantas outras coisas!
Na semiótica da
chamada Semana Santa temos uma ordem das coisas. Primeiro Endoenças, período de
indulgência, de perdão, de limpeza de desavenças passadas. Em seguida Aleluia,
dia de alegria, de cânticos e glorificações pelo ressurgimento que há de vir,
seja do que for. Mesmo que a cultura popular tenha convertido esse dia em
simplesmente “Dia de Malhar o Judas”. E, finalmente a Páscoa, o dia da
ressurreição, dia em que tudo se renova, revitaliza, revigora, ressurge para reiniciar
direito, talvez desta vez dê certo, quem sabe começando de outro jeito a gente
faça funcionar. Seja o que for.
Neste momento penso se não devíamos aplicar essas ideias em qualquer coisa. Se o
caminho para que algumas coisas se acertem não passa exatamente por aí.
Por exemplo.
Tenho uma ideia
do que é certo. Arrebanho um grupo que compartilha das minhas convicções e das
minhas intenções. Começamos a botar em prática o que achamos certo. Com isso
assumimos um comando que até o momento ninguém tinha, uma vaga a ser preenchida
na elaboração do Certo. Mas todo mundo sabe que não existe O Certo. Quando
muito existe UM Certo. O meu é um. Outras pessoas podem não achar que o meu
certo seja O Certo. Não são pessoas más. Não são pessoas vis. Não são menos do que
eu. Só pensam de maneira diferente. Mas eu estou no comando. Eu e meu grupo
temos certeza de que sabemos qual é o único Certo e consideramos qualquer
oposição uma afronta não a nós mas ao Certo. Uma ilegitimidade. E isso não pode
continuar. Começamos a penalizar os opositores. Eles, por sua vez, se achando
certos, mas sem o poder de comando do meu grupo, sentem que só lhes resta a
guerrilha, minar o grupo oposto, reclamar, xingar, fazer oposição velada pra
não sofrer consequências. Meu grupo, por sua vez, se sente ultrajado por estar
sendo traiçoeiramente difamado por gente que não quer que O Certo vença. E essa
batalha subterrânea pode durar anos, décadas!
É aí que entra
meu pensamento no tríduo. Endoenças, ou seja, Indulgência. Bom período pra
todos pensarem em serem mais indulgentes. De todos os lados. O grupo opositor
pode exercer essa indulgência apagando mágoas, deixando de lado pequenas
ofensas, esquecendo que o outrora amigo fez isso ou aquilo com ele. O amigo não
fez com ele. Fez em nome de um Certo que ele acredita ser único. O meu grupo
hipotético, o do comando, pode se mostrar indulgente com uma atitude grandiosa
que pode até ficar bonita na foto final: anistia! Afinal, tudo saiu como eu
encaminhei, o grupo que se opunha a mim e que agiu de um jeito que eu tinha
decretado que era O Errado não prejudicou nada, não impediu nada, não evitou o
final. O Poder exercido pra ajudar, pra dar a mão, pra elevar é mais respeitado
do que o poder exercido pra massacrar, castigar, devastar.
Mágoas
esquecidas, supostos males anistiados, acabou o período de Endoenças. Podemos
entrar em tempo de Aleluia, festivo, com todos participando da festa pra, em
seguida, começarmos uma Páscoa, uma renovação, uma ficha limpa pra ser
preenchida por todos e cada um com novas atitudes. Novos acertos e novos erros.
Mas que seja tudo novo!
Ressurreição
já!
Ator, dublador, diretor, escritor, tradutor, roteirista, palestrante, apresentador e o que aparecer!
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